quinta-feira, 28 de janeiro de 2010





Passeei-me de mão dada com a chuva,
entre o Mar e o Rio,
e sem saber se as mãos nos meus cabelos eram do vento
ou de um ser gentio!
Dentro de mim o Mar gritava zangado,
e a força das ondas abria crateras na alma da praia [meu canto sagrado]

                                                     Refúgio dos meus segredos,
                                                     no chão do amor guardados!

Soube-me bem dançar na chuva  na aba da praia,
e sentir o fresco no corpo da roupa molhada,
de recolher-me no abraço quente que me esperava
no abrigo das arcadas!

                                                     Marcadas no rosto 
                                                     as lágrimas do Mar!

A cigana da praia não se enganara,
sabia onde a magia do Mar habitava,  
seguiu-lhe os passos escondida na sombra dos sonhos
De mãos suplicantes e brilhos nos olhos,
surgiu-lhe do nada...

                                                      É que no Mar está o segredo mais profundo,
                                                      o princípio e o fim… das coisas do mundo!

Alheado de tudo um pintor louco embrulhava na tela
as ondas furiosas que o Mar emprestava...
Os pincéis e as tintas pareciam jogados à toa...
À toa também o sentir no meu peito
o meu querer saber se 
verdade ou mentira as ondas que embrulhava eram:

                                                       de um Mar verdadeiro
                                                       ou a obra de Arte mais bela que eu já vira!...

lágrima noMar





segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO



DIZ QUE SIM...
MINHA!...



Embrulhaste-me no colo de ti
num abraço de amor,
sem eu perceber
beijaste nos meus lábios e
chamaste
MINHA!...

Minha era o nome
de ti
para mim!

Escorriam na pele do teu rosto
gotas brilhantes
de aflição,
escorriam por entre o teu olhar
de menino, ansioso!
Os teus olhos inocentes
clamavam súplicas,
dos teus lábios
sorria-me o silêncio,
e eu podia ouvir
o grito
que se rasgava do teu peito:

Minha..., diz que sim...,
MINHA!...

Tens no meu coração
o teu lugar
de ternura e saudade,
abri a tua mão e guardei nela
o meu adeus,
mas...
porque há adeus que eu não sei dizer,
te lembro,
porque posso ainda hoje
ouvir-te sussurrar:

MINHA!
ÉS MINHA!

(homenagem a alguém que muito, muito me amou, faz muito, muito tempo)

lágrima noMar