domingo, 23 de agosto de 2009






… como pepitas selvagens

frutos da terra
são brilhantes os teus olhos
inquietos
turbulentos como as contra-correntes no Mar

são azuis enquanto doces
beijados p’lo Sol são verde/dourado são paixão
às vezes ficam tristes são cinza de mar bravo
outras chispam raiva são de um negro profundo

os teus olhos, vida minha
são como as flores
são de todas as cores


lágrima noMar




quarta-feira, 15 de julho de 2009




lagrima noMar




terça-feira, 30 de junho de 2009

um poema lindo de: MARGARIDA PINTO CORREIA






Se ela pressentisse
O olhar que me devolve
As ânsias sem idade
Os olhares ao espelho sem piedade
A verdade foge trémula e sem serenidade

Se ele sentisse
Só por uma vez
Que paro quando fala
Que rio quando olha
E coro quando é para mim
E quero que me agarre

Ela nem imagina
Ele nunca me vai ver

Volto a cruzar-me com ela
Fingindo não o ver
E por isso nunca
Ele nunca vai saber
O quanto eu te quero

Ela vai rir-se quando lhe contar
Que um dia quis dar-lhe o mundo
Mas não a soube chamar
O seu cheiro passa solto
E leve como o ar

Ele vai ter um sonho por guardar
O tempo não tem escolha
E a alma passou longe
Adeus! Será que é Adeus?
Eu não te perco mais

Ela nem imagina
Ele nunca me vai ver
Volto a cruzar-me com ela
Fingindo não o ver
E por isso nunca
Ele nunca vai saber
O quanto eu te quero

Se ela pressentisse
O olhar que me devolve
As ânsias sem idade
Os olhares ao espelho sem piedade
A verdade foge trémula e sem serenidade

Se ele sentisse
Só por uma vez
Que paro quando fala
Que rio quando olha
E coro quando é p'ra mim
E quero que me agarre

Ela nem imagina
Ele nunca me vai ver
Volto a cruzar-me com ela
Fingindo não o ver
E por isso nunca
Ele nunca vai saber
O quanto eu te quero

De: Margarida Pinto Correia






segunda-feira, 29 de junho de 2009

TERNURA





posso tocar-te o rosto
ao estender a minha mão
como o teu olhar toca as estrelas
e desenha os brilhos delas


é na esquina do teu lábio que encontro
a maravilha que procuro
ouso ver os traços
da ternura nas tuas páginas em branco

a flor que ontem me deixaste na beira da janela
prendi-a no decote junto ao seio
trago-te assim comigo
tonta de alegria

como quem brinda em cálices de cristal
o champanhe da vida
sons de Chopin ou Bach
pinceladas de Raquel

embrulhada em cheiros e sabores
e cores
que largaste na minha pele
e sedes de ti


lágrima noMar



quarta-feira, 24 de junho de 2009

TOSSAN... tou chorando, moço!


TE ADORO MENINO!!!




Oh!.... Genteeee.... olhem só que prémio lindo!

Assim meu coração não vai aguentar, não vai não!...
Fiquei feliz Tossan, muito feliz! Beijo!

Obrigada, moço bonito, adorei!

p.s. - sabe, é que esta coisa dos prémios é novidade para mim, nunca aconteceu antes :))
         essa a razão da minha mimalhice... ;)

'bigada
lágrima noMar




domingo, 21 de junho de 2009

O MEU PRIMEIRO PREMIO



Do Menino doMar,
O meu primeiro prémio!



Se eu soubesse, eu explicava como me sinto feliz por este prémio que ganhei, assim, surpreendentemente! Mas eu não sei, não sei dizer!

Apenas:
Obrigada Menino doMar, fiquei feliz, um  feliz assim..., deste tamanhão, e chorona...rss!

lágrima noMar




sábado, 20 de junho de 2009

QUERIA ESCREVER-TE UM POEMA....






queria escrever-te um poema,
um poema de palavras simples,
palavras como flores 
que nascem selvagens pelos campos

com cheiros de pureza
e lágrimas da madrugada

palavras de ternura
na carícia de um beijo

queria solta-las nas tuas mãos
como braçadas de papoilas vermelhas

ondulantes
como brisa de verão 

lágrima noMar



segunda-feira, 15 de junho de 2009

ACORDEI AO ROMPER D'AURORA...






...
Alguém me batia à janela,
Espreitei p'ra ver quem era,
Era o Beija-Flor que te levara
O mel das flores do meu jardim!

Trazia-me o teu recado
Num envelope azul
Com as núvens que colheras no Céu p'ra mim.
Então entreguei-lhe um cestinho

Cheio de Amor e Carinho!
Pedi-lhe que fosse a correr
P'ra que pudesse chegar
Antes do amanhecer.

lagrima noMar




sábado, 6 de junho de 2009

AMAR NA CHUVA






A tua Lua Gorda já me espreita,
Ali, pela janela…!
Toda vestida de prata e brilhantes,
Olha-me de lado…, inchada de vaidades,
Provoca-me…, a atrevida…,
Sabendo que me mata de ciúmes
Do namoro teu e dela…!

Vesti o meu vestido de carmin
P’ra lhe mostrar que eu também sou bela!
O vento levanta-me a saia
E solta-me os cabelos…
… descarada, passeio-me dengosa
Fingindo que não reparo nela…!
Pavoneio-me diante do seu nariz…

Zangada franziu-me o sobrolho
E escondeu-se numa nuvem que passava…,
Espreitava-me sim…, que eu bem a via…!
E tu, todo contente e vaidoso
Segredavas com as estrelas
E guardavas os brilhos delas…!

A nuvem, amiga fiel da tua Lua…,
Chorou com ela grossas lágrimas salgadas
Quando, nos teus olhos, viram os brilhos
Que me oferecias…!
As tontas não sabiam, das nossas roupas molhadas

Das sedes da tua pele 
e da minha

E nem das nossas mãos os clamores desesperados...
Dos dedos no tecer de fios as teias de melaço!…
Bebemos nos lábios o sabor salgado das lágrimas

Da chuva deliciosa!


de: lágrima noMar